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Animal Equality na COP30: não há justiça climática com pecuária industrial

Pecuária no centro do debate
novembro 24, 2025
Distribuição de panfletos durante a COP30
Cartazes em frente ao Rio Guamá, em Belém, na COP30
  • A Animal Equality atuou em múltiplos espaços da COP30 para posicionar a pecuária industrial como uma questão central.
  • A organização desafiou diretamente o conceito de “pecuária sustentável” em painel da indústria na Agrizone
  • Os riscos do Acordo Mercosul-UE para o clima e os animais foram denunciados em podcast e roda de conversa
  • A distribuição de e-books de receitas veganas gratuitos ofereceu uma solução prática e acessivel para a transição alimentar
  • Ação na Green Zone da COP usou vídeo impactante para revelar ao público a realidade da pecuária.
  • A conquista de um espaço na coletiva de imprensa oficial da Blue Zone colocou os animais no centro das discussões climáticas

Enquanto o mundo tinha seus olhos voltados para a Amazônia durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), a Animal Equality garantiu que um dos principais vetores do aquecimento global não fosse ignorado: a pecuária industrial. Com uma atuação estratégica, transitamos desde eventos paralelos e com forte participação de movimentos sociais, até o restrito espaço das negociações oficiais.

Levamos a voz dos bilhões de animais criados para consumo e denunciamos os impactos devastadores do sistema alimentar atual para os animais e para o planeta.

Entendendo a COP30: o palco global pelo clima

A COP30 (Conferência das Partes) é o órgão máximo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Realizada anualmente, ela reúne praticamente todos os países do mundo – as “Partes” – em um esforço coletivo para enfrentar a crise climática.

Seu objetivo principal é monitorar e revisar a implementação da Convenção, estabelecendo metas e acordos internacionais, como o histórico Acordo de Paris. A COP30 funciona em dois níveis principais: a Blue Zone, um espaço administrado pela ONU onde ocorrem as negociações oficiais entre governos e é necessário credenciamento diplomático; e a Green Zone, área aberta ao público para eventos, exposições e palestras de empresas, ONGs e instituições da sociedade civil. 

Os três pilares da missão da Animal Equality na COP30

A ida da organização à Belém foi guiada por três objetivos estratégicos:

  1. Denunciar as Consequências do Acordo Mercosul-União Europeia: O tratado comercial, frequentemente negociado a portas fechadas, representa uma ameaça de expansão massiva da pecuária e do desmatamento associado a ela. A Animal Equality alertou que o acordo, em sua forma atual, ignora completamente o sofrimento animal e os custos ambientais, privilegiando o comércio em detrimento da ética.
  2. Pautar a Pecuária como vilã: Enquanto o debate global frequentemente se concentra nos combustíveis fósseis, a Animal Equality destacou que no Brasil, a pecuária é uma das maiores fontes de emissões de gases de efeito estufa, principalmente metano, além de ser o principal motor do desmatamento de biomas como a Amazônia e o Cerrado.
  3. Fomentar a Transição para Sistemas Alimentares Baseados em Plantas: Defender uma mudança global em direção a uma alimentação com mais vegetais foi central em todas as atividades, enfatizando os benefícios climáticos, de saúde e para os animais.

Atuação prática: das ruas ao espaço de negociação

  • Incentivo Concreto à Mudança: durante a Marcha pelo Clima e Saúde, a equipe da Animal Equality panfletou distribuindo QR codes que concediam acesso gratuito aos livros de receita do Love Veg. A ação ofereceu um caminho prático e saudável para quem quer reduzir o consumo de produtos de origem animal.
  • Questionando a “Pecuária Sustentável”: Nos dirigimos até a Agrizone, um evento paralelo à COP30 que promovia a agricultura e a pecuária como solução, organizado por setores do agronegócio. Em um painel sobre “pecuária sustentável” organizado pela ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), a Animal Equality levantou perguntas incômodas, desafiando o conceito e expondo as contradições de uma atividade intrinsecamente emissora e cruel se autodenominar “sustentável”.

  • Diálogo sobre Soberania Alimentar: Na Cúpula dos Povos, espaço histórico da sociedade civil, panfletamos no evento do Eixo I, que tratava de soberania alimentar. O material do Love Veg destacou como uma alimentação à base de plantas pode ser saudável, acessível e um pilar fundamental para um sistema alimentar verdadeiramente soberano e resiliente.
  • Impacto e Conscientização na Green Zone: Dentro do espaço oficial da ONU, convidamos pessoas a verem um vídeo que denunciou práticas nocivas da pecuária. Depois de assistirem, nosso Assistente de Comunicação e Campanhas, André Ferreira Lima, conversou sobre as impressões. O feedback foi unânime: a maioria conhecia muito pouco sobre a realidade mostrada e concordou que, se a população tivesse acesso a essas informações, mudaria seus hábitos alimentares.

A participação da Animal Equality na COP30 buscou expor que a luta pela proteção animal é indissociável da luta pelo clima. Não apenas denunciamos problemas, mas apresentamos uma solução tangível e urgente: a transformação do nosso sistema alimentar com foco em opções à base de plantas.

viva gentilmente

Com grande complexidade emocional e capacidade de criar laços familiares, animais explorados para consumo humano precisam de proteção. Você pode construir um mundo mais gentil substituindo alimentos de origem animal por opções à base de plantas.


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