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Animal Equality denuncia maus-tratos em matadouros da Argentina

setembro 3, 2025 Atualizado: 3 de setembro de 2025
Porcos na linha do abate em investigação feita na Argentina
Vacas que serão abatidas em matadouro da Argentina

A organização apresentou uma denúncia administrativa ao Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina com provas recolhidas em dois matadouros de Buenos Aires.

A organização internacional Animal Equality documentou e expôs práticas cruéis cometidas pela indústria pecuária em matadouros de vacas e porcos na Argentina, especificamente nos frigoríficos de Santa Giulia e Vidal S.A., localizados em Buenos Aires.

Porco em matadouro filmado em investigação feita na Argentina
Animal Equality / Aitor Garmendia

É a primeira vez que a organização publica uma investigação realizada em território argentino, somando seu trabalho ao de organizações e ativistas locais que lutam pela proteção dos animais criados para consumo humano, como o ator e comediante argentino Kiki Petrone, que se juntou à narração do vídeo principal.

Coletadas entre novembro e dezembro de 2024, as imagens de “Carne Argentina: uma investigação em matadouros de Buenos Aires” mostram o sofrimento sistematizado pela indústria com práticas ilegais, a ausência de inspeção oficial e práticas cruéis que não foram regulamentadas.

Graves descumprimentos de normas

As evidências documentadas pela equipe de investigação da Animal Equality em ambos os matadouros de Buenos Aires mostram o descumprimento recorrente da lei e do Manual de Bem-Estar Animal emitido pelo Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa). Entre as infrações frequentes estão:

  • Uso de marreta para tentar insensibilizar as vacas. Uma das violações mais graves documentadas, pois essa prática cruel é explicitamente proibida por lei. Apesar disso, seu uso é contínuo e arbitrário e as vacas são repetidamente golpeadas na cabeça.
  • Mais de uma vaca na caixa de insensibilização. Por norma, este procedimento deve ser realizado com uma vaca de cada vez para evitar que se machuquem entre si.
  • Uso de bastão picana (bastão elétrico) em áreas proibidas. Em matadouros de suínos, documentamos descargas elétricas na região anogenital, o que é proibido e demonstra uma conduta ilegal e negligente. 
Vaca em matadouro na Argentina

Por esses fatos, a Animal Equality apresentou uma denúncia administrativa ao Senasa, que já está analisando as evidências fornecidas. Além disso, a organização documentou práticas rotineiras e cruéis que não foram punidas pela lei, mas que afetam diretamente o bem-estar dos animais, como golpes, gritos, puxões, choques e torções de cauda, o que revela a urgência de ampliar a proteção legal desse grupo de animais.

E no Brasil?

A realidade de matadouros clandestinos no Brasil não é muito diferente da denunciada na Argentina. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) atualmente não possui uma estimativa sobre o número de abates clandestinos no Brasil, mas já estimou que atingia 50% em algumas regiões do país devido à falta de fiscalização.

Especialistas do setor também apontam para uma clandestinidade entre 30% e 50%. Desta forma, é possível que metade da carne bovina consumida pelos brasileiros venha de matadouros ilegais.

Isso representa um enorme risco para a saúde do consumidor, que pode contrair inúmeras doenças ao ingerir esse tipo de carne. Já para os animais, representa uma morte cruel e dolorosa, como pode ser visto pelas imagens que registramos.

Assine nossa petição pelo fim dos matadouros clandestinos

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