Rede varejista enfrenta reação global por atraso em seu compromisso
De maneira global, a Animal Equality lançou uma campanha contra a Ahold Delhaize — rede varejista belga-holandesa — após a empresa quebrar sua política livre de gaiolas. Apesar de afirmar publicamente apoiar o bem-estar animal, a empresa adiou suas metas e não apresentou progressos significativos em relação às promessas feitas.
Com um impacto gigante sobre milhões de animais, a campanha é vista como chave para o movimento, tendo o poder de fazer um efeito cascata em outras empresas no Brasil e no mundo.
Veja onde já protestamos contra a rede varejista:
- São Paulo (Brasil)
- Chicago, Dallas, Nova Iorque, Portland, dentre outras cidades (Estados Unidos)
- Copenhagem (Dinamarca)
- Hamburgo e Holzminden (Alemanha)
- Milão (Itália)
- Zaandam e Amsterdam (Holanda)
- Madrid (Espanha)
- Londres (Reino Unido)
- Cidade do México (México)
- Na Europa, leis mais rígidas forçaram a Ahold Delhaize a melhorar. As regulamentações mais fracas dos EUA permitem que o confinamento extremo continue.
- Protestos eclodiram em todo o mundo, com Protetores de Animais exigindo que a Ahold Delhaize acabe com a crueldade em sua cadeia de abastecimento.
- Vários Protetores enfrentaram agressões, intimidações e até mesmo agressões físicas, com ameaças de morte contra o vice-presidente da Animal Equality para a Europa.
- As autoridades tentaram silenciar as manifestações com restrições ilegais — uma retirada e outra derrubada na Justiça.
Últimas atualizações:
Janeiro de 2026: Em uma terceira ação de desobediência civil contra a rede varejista, nove ativistas foram presos na sede da Ahold Delhaize após se acorrentarem à entrada do estacionamento. A polícia cortou as correntes e removeu o grupo; todos os nove foram libertados pouco tempo depois. Os ativistas afirmaram que a polícia agiu de forma violenta, inclusive arrastando pessoas enquanto elas ainda estavam acorrentadas. Um ex-deputado italiano se juntou à ação, e um vereador da cidade compareceu em apoio.

Dezembro de 2025: De madrugada, ativistas acorrentaram-se à entrada do estacionamento da sede da Ahold Delhaize. A polícia cortou as correntes e prendeu os ativistas, que foram posteriormente libertados. Imagens da ação foram amplamente divulgadas na internet.
Novembro de 2025: A campanha contra a rede varejista Ahold Delhaize ganha novo fôlego na cidade estadunidense de Portland, estado de Maine, EUA, com protestos contra a loja da empresa Hannaford.
Outubro de 2025: A Animal Equality organizou ações diárias em frente à sede da Ahold Delhaize, na Holanda, onde uma manifestante foi agredida por um funcionário. A polícia abriu uma investigação após uma queixa formal ter sido apresentada. No dia seguinte, manifestantes reuniram-se nas embaixadas e consulados holandeses em seis países. Exigiram que monarquia retire da Ahold Delhaize o seu título “Real” — uma distinção que simboliza integridade e liderança.
Agosto de 2025: Enquanto os executivos da rede varejista Ahold Delhaize se reuniam perto de Amsterdã para escolher um novo presidente, cerca de cinquenta ativistas estavam do lado de fora do hotel para pedir o fim das gaiolas. Dentro da sala de reuniões, membros da Animal Equality pressionaram os executivos por respostas sobre seus compromissos fracassados com o bem-estar animal. Mais cinco ativistas entraram no hotel com megafones. Alguns foram atacados por hóspedes.

Julho de 2025: Os manifestantes se reuniram em frente à sede da Ahold Delahize com uma faixa declarando o local como uma “zona de contaminação” por crueldade. Ao falar com o vice-presidente da Animal Equality para a Europa, um transeunte ameaçou voltar com mais pessoas e “matar” os manifestantes. Foram arremessados ovos nos ativistas.
maio de 2025: A Animal Equality voltou à sede da rede varejista Ahold Delhaize em Zaandam com faixas, cartazes e um caminhão exibindo imagens de sua investigação em uma fazenda de suínos nos Estados Unidos. O protesto começou com a ‘Marcha das Máscaras’, uma procissão silenciosa de ativistas usando fotos dos rostos dos membros do conselho.

Junho de 2025: Durante um mês de ações na sede da Ahold Delhaize, os manifestantes foram agredidos por dois indivíduos que jogaram ovos e balões de água.
9 de abril de 2025: A Animal Equality organizou protestos em Zaandam, sede global da rede varejista Ahold Delhaize. Os ativistas questionaram os executivos durante uma assembleia de acionistas e divulgaram a mensagem com um outdoor móvel, um prêmio simulado de “abuso animal” e um avião com uma faixa. Naquela noite, projeções iluminaram a sede da empresa com apelos à ação.

8 de abril de 2025: A Animal Equality divulgou uma investigação secreta em uma instalação de criação de porcos no Kansas ligada à Ahold Delhaize. As imagens mostram porcas prenhas trancadas em gaiolas, incapazes de se virar ou dar mais de um passo.
Dezembro de 2024: A Animal Equality começou a protestar contra empresas que compartilham membros do conselho com a rede varejista Ahold Delhaize, incluindo Pandora Jewelry. Essas campanhas secundárias aumentam a pressão sobre o Conselho Fiscal da Ahold Delhaize, o grupo responsável por suas políticas de bem-estar animal.
Defenda os porcas e as galinhas
Além de minar a confiança dos consumidores, esse adiamento deixará milhões de animais criados para consumo humano em condições precárias por muitos anos. Em 2019, a empresa prometeu parar de usar gaiolas para galinhas em sua cadeia de abastecimento nos Estados Unidos até 2025. Agora, esse prazo foi adiado para 2032 e se aplica apenas a alguns produtos derivados de ovos.
O progresso para porcas prenhas também é lento, com a eliminação das gaiolas prevista para 2028 — também com algumas exceções. Na União Europeia, leis mais rígidas levaram as marcas da Ahold Delhaize a cumprirem padrões mais rigorosos. Elas seguem as regras da UE sobre o fornecimento de ovos e restringem o uso de gaiolas.
A Animal Equality está exigindo que a Ahold Delhaize apresente planos claros para acabar com as gaiolas para galinhas e porcas prenhas. Visite nosso Centro de Ações e veja quais campanhas você pode ajudar.
Quer causar um impacto ainda maior? Porcos e galinhas sofrem muito além das gaiolas, suportando dor para produzir carne e ovos. Ao escolher refeições à base de plantas, você oferece a eles uma vida livre de sofrimento. Cada escolha no seu prato conta uma história — faça com que a sua seja de compaixão e esperança.

NUTRA A CURIOSIDADE
Porcos são animais altamente sociais que são considerados mais espertos do que cães. Você pode proteger estes inteligentes seres simplesmente escolhendo alternativas à base de plantas.

