Em quatro dias, quatro protestos contra a McCain por duplo padrão com os animais
A Animal Equality realizou, na última semana, uma série de quatro protestos contra a McCain Foods, gigante global do setor de batatas congeladas e controladora da tradicional marca de pão de queijo Forno de Minas. As ações ocorreram em diferentes locais e dias consecutivos, expondo o que a organização classifica como um “duplo padrão” da empresa em relação aos animais.
As manifestações fazem parte da campanha que exige o cumprimento da promessa pública da Forno de Minas com a sociedade.
Dia #01 de protestos contra a McCain: Dentro da Anuga Brasil
No primeiro dia da semana de ações, ativistas da Animal Equality entraram na Anuga Brazil, uma das maiores feiras do setor de alimentos e bebidas da América Latina, da qual a McCain era expositora. Dentro do evento, o grupo se dirigiu ao estande da empresa e realizou uma manifestação pacífica para denunciar a contradição entre o discurso global da McCain e sua atuação no Brasil.
Enquanto a McCain divulga globalmente ter alcançado a meta de 100% livre de gaiolas (cage-free) em seu relatório de sustentabilidade, sua subsidiária brasileira Forno de Minas acumula oito anos de atraso no cumprimento do mesmo compromisso, assumido em 2018. De acordo com dados públicos, a transição da Forno de Minas registra apenas 1% de avanço — e a empresa adiou unilateralmente sua meta para 2030, sem apresentar um plano público com metas e prazos claros.
Os ativistas foram rapidamente abordados pela segurança do evento, expulsos do estande e escoltados até a porta do pavilhão. Apesar da remoção, a mensagem foi entregue: a indústria de alimentos presenciou a cobrança.


Dias #02 e #03: Protestos na porta da feira
Impedidos de reentrar no evento, os ativistas mantiveram a pressão nos dois dias seguintes. Concentrados nas entradas da Anuga Brazil, os manifestantes conscientizaram visitantes, expositores e profissionais do setor sobre a discrepância entre o discurso da McCain e a realidade da Forno de Minas.
Com cartazes e materiais informativos, a ação transformou o acesso à feira em um ponto de reflexão sobre o papel das grandes corporações do setor de alimentos na garantia de compromissos éticos e transparentes com os consumidores e com os animais.






Dia #04: Protesto na sede da McCain
No último dia da semana de ações, a Animal Equality levou o protesto diretamente à sede da McCain Brasil, localizada na Avenida Brigadeiro Faria Lima, um dos principais centros empresariais do país. Com faixas, cartazes e megafone, os ativistas denunciaram o duplo padrão da empresa e exigiram transparência.
A manifestação chamou a atenção de funcionários da empresa, que acompanharam o ato das janelas e varandas dos andares superiores.







A campanha: mais de um ano de pressão
A série de protestos presenciais faz parte de uma campanha mais ampla da Animal Equality, que há mais de um ano pressiona a McCain a assumir responsabilidade sobre o compromisso descumprido pela Forno de Minas.
A organização já realizou ações online e presenciais anteriores, além de mobilizações em redes sociais cobrando a publicação de um roadmap público com metas e prazos verificáveis.
Até o momento, a McCain não apresentou um plano detalhado para a transição da Forno de Minas, limitando-se a anunciar o adiamento unilateral da meta para 2030.
Próximos passos
A McCain tenta vender uma imagem de liderança em sustentabilidade, mas os fatos mostram outra realidade. Enquanto a empresa se vangloria de ter eliminado as gaiolas globalmente, sua própria subsidiária no Brasil mal começou a transição. Isso não é um exemplo de liderança — Isadora Lemes, Gerente de Comunicação e Campanhas da Animal Equality.
A organização continuará pressionando, por meio de ações presenciais e online, até que a McCain apresente um plano público, detalhado e com prazos claros para que a Forno de Minas cumpra, de fato, sua promessa com os animais.

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