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Ativistas se acorrentam na entrada do APAS SHOW e pressionam McCain e Forno de Minas

Socos, megafones quebrados e ativistas acorrentados. Saiba o que aconteceu no APAS Show 2026.
maio 21, 2026 Atualizado: 21 de maio de 2026
Equipe acorrentada em frente ao APAS SHOW
Ação pacíficas com correntes em frente ao APAS SHOW
  • APAS Show, feira que contou com a presença da McCain Foods e Forno de Minas enfrentou três dias consecutivos de protesto. 
  • Ativistas denunciaram que a McCain mente ao alegar ser 100% livre de gaiolas, quando uma de suas subsidiárias não é.

Nesta quinta-feira (21), ativistas da Animal Equality realizaram ação pacífica contra a McCain Foods e sua subsidiária brasileira, Forno de Minas, na entrada do APAS SHOW, a maior feira de varejo e supermercados das Américas. Durante a ação, que durou quase sete horas, os ativistas se mantiveram acorrentados em uma parte da entrada principal do evento.

O ato faz parte de uma semana de ativismo durante o APAS SHOW, com o objetivo de exigir que a McCain Foods e a Forno de Minas publiquem um plano de ação para cumprirem a transição para banir ovos de galinhas criadas em gaiolas. Um sistema condenado por especialistas em bem-estar animal.

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Em 2018, a Forno de Minas se comprometeu a banir a compra desse tipo de ovo até 2025, porém, até 2024, reportaram que 99% dos ovos ainda eram oriundos de sistemas de gaiolas. O prazo não foi cumprido, então a meta foi silenciosamente adiada para 2030.

Na última terça-feira (19), ativistas que protestaram com cartazes e megafones foram insultados, levaram socos e tiveram equipamentos danificados pelos seguranças do evento, tudo registrado em vídeo.

“O que enfrentamos nesses últimos dias, desde a truculência dos seguranças até as várias horas acorrentados na entrada do evento, nada disso se compara ao sofrimento que os animais enfrentam nos sistemas de confinamento em gaiolas. Vamos continuar lutando pelos animais, até que a McCain e Forno de Minas cumpram o que prometeram”, afirma Isadora Lemes, Gerente de Comunicação e Campanhas da Animal Equality Brasil. 

Os ativistas demandaram uma posição do Diretor Geral da McCain no Brasil, Aluizio Periquito Neto, e do CEO da Forno de Minas, Rodrigo Abreu. Porém, os questionamentos foram ignorados. Apesar da massiva presença policial, os mesmos não impediram a continuidade do ato, que foi finalizado por decisão dos ativistas. A realização de campanhas de mobilização social é um direito garantido pela Constituição Federal.

A campanha

Lançada em maio de 2025, a campanha da Animal Equality cobra da McCain Foods e da Forno de Minas o cumprimento de um compromisso assumido publicamente em 2018: eliminar os ovos de galinhas criadas em gaiolas de todas as suas operações até 2025. O prazo não foi cumprido, a meta foi silenciosamente adiada para 2030, e até o momento nenhum plano público detalhado foi apresentado pelas empresas.

Enquanto a McCain divulga em seu relatório de sustentabilidade global ser 100% livre de gaiolas, a sua subsidiária brasileira, a Forno de Minas, registra apenas 9% de avanço. A Animal Equality exige a publicação imediata de um roadmap com metas anuais e prazos intermediários para o fim das gaiolas nas operações brasileiras da empresa.

A McCain e a Forno de Minas assumiram um compromisso público e não cumpriram sua palavra. Oito anos se passaram, o prazo venceu, e as empresas seguem sem apresentar qualquer plano concreto. Quando não há transparência, a pressão pública torna-se inevitável — e é exatamente isso que estamos fazendo. A violência de ontem não nos parará. Continuaremos aqui até que essas empresas respondam pelo que prometeram. — Isadora Lemes, Gerente de Comunicação e Campanhas da Animal Equality.

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