Brasil é pressionado a avançar no fim das gaiolas para animais explorados para consumo humano
Pontos principais
- 1 Organização de proteção animal defende um Brasil Sem Gaiolas em evento do governo Lula
- 2 Foram protocoladas 106.820 assinaturas de protetores de animais de todo o Brasil junto ao governo federal
A organização de defesa animal Animal Equality esteve em Brasília nesta semana para defender o avanço de políticas públicas voltadas à proteção dos animais criados para consumo e reforçar a urgência de colocar fim ao confinamento extremo, ou seja, o fim das gaiolas. Como parte das ações realizadas na capital federal, a organização participou de encontro, com representantes da equipe do presidente Lula, para pautas e demandas da causa animal e reunião com a Secretaria-Geral da Presidência após peticionamento das mais de 100 mil assinaturas de protetores de animais junto ao governo federal.
Pedido pelo fim das gaiolas
Durante o encontro com a equipe do presidente Lula, a organização destacou que a transição para sistemas de criação sem gaiolas já é uma forte demanda da sociedade brasileira. A proposta de Produção Animal sem Gaiolas foi a mais votada entre as propostas do Ministério da Agricultura e Pecuária na plataforma Brasil Participativo em 2023, plataforma utilizada pelo governo federal na construção do Plano Plurianual (PPA), com mais de 5 mil votos.

A mobilização também incluiu o protocolo das mais de 100 mil assinaturas reunidas pela Animal Equality na petição Brasil Sem Gaiolas, na Change.org. Nesta semana, as assinaturas foram entregues à Secretaria-Geral da Presidência, em Brasília.
“O Brasil já possui uma instrução normativa que prevê uma transição para sistemas livres de gaiolas (IN 113/2020), porém ela é apenas recomendativa. Nosso pedido é para que ela se torne impositiva e, da mesma forma, seja publicada uma outra normativa estipulando uma transição para o fim das gaiolas também para a indústria de ovos”, disse Marina Lemes, Gerente de Projetos da Animal Equality.
Milhões de galinhas utilizadas na produção de ovos ainda são mantidas em gaiolas que restringem severamente seus movimentos. Nesses sistemas, os animais não conseguem andar livremente, abrir completamente as asas, construir ninhos ou realizar diversos outros comportamentos naturais da espécie. O confinamento em gaiolas pode provocar estresse, lesões e outros problemas de saúde, comprometendo significativamente o bem-estar das aves.
Além da mobilização da sociedade e atuação junto ao executivo, a campanha Brasil Sem Gaiolas também atua junto ao legislativo pedindo a aprovação do Projeto de Lei 5092/2023, que visa a proibição de sistemas de gaiolas no Brasil.
Saiba mais na investigação feita pela Animal Equality em granjas de ovos no Brasil.
