Relembre momentos críticos da campanha contra a McCain
Pontos principais
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A Forno de Minas, controlada pela McCain, descumpriu a meta de banir ovos de gaiolas até 2025, registrando apenas 9% de transição mesmo após pressão pública.
- 2 Durante a campanha, ativistas pacificamente mobilizados enfrentaram repressão desproporcional, incluindo agressões físicas na feira APAS Show, tentativa de atropelamento e hostilidade constante na sede da empresa.
- 3 A mobilização continuará até que a McCain publique um roadmap transparente com prazos claros para eliminar o confinamento em gaiolas na sua cadeia de suprimentos.
Há mais de um ano, a McCain enfrenta uma campanha por não ter cumprido um compromisso que ela mesma assumiu. A Forno de Minas, uma de suas marcas, continua utilizando ovos provenientes de galinhas confinadas em gaiolas, apesar de ambas as empresas terem firmado publicamente a meta de banir a compra desse tipo de ovo.
Sistemas de confinamento em gaiolas impedem que as galinhas realizem comportamentos naturais básicos, como abrir as asas ou caminhar curtas distâncias. Apontada por especialistas como uma prática cruel, essa forma de confinamento submete milhares de aves ao sofrimento contínuo.
Prazo vencido
O prazo final estabelecido para a Forno de Minas cumprir essa promessa era 2025. No entanto, até esse ano, apenas 1% dos ovos utilizados pela Forno de Minas vinha de sistemas livres de gaiolas.
Somente após a intensificação da campanha e da pressão pública, a empresa informou publicamente que o número subiu para 9%. Embora mostre que a mobilização gera impacto, esse percentual é extremamente baixo para quem teve quase uma década para planejar e cumprir a transição em sua totalidade. Um compromisso dessa magnitude não pode ser ignorado pela McCain e Forno de Minas.
Momentos críticos
Ao longo desse período, a campanha foi marcada por momentos críticos, relembre alguns deles:
- Ação na Feira Anuga Select Brazil: Durante evento em que a McCain era uma das expositoras, vários seguranças foram mobilizados para conter apenas dois ativistas que realizavam uma ação pacífica.
- Violência no APAS Show: Em outra feira onde a McCain expunha seus produtos, os ativistas voltaram a se manifestar pacificamente dentro do pavilhão em que estava o stand da McCain. Dessa vez, a reação foi violenta: seguranças agrediram os manifestantes com socos, empurrões e puxões de cabelo.

- Tentativa de atropelamento: No dia seguinte às agressões no APAS Show, as ações se concentraram na frente do evento. Em um episódio grave, uma pessoa tentou atropelar uma das ativistas no local, exigindo a intervenção da polícia para resolver o caso.
- Ação Direta: Em uma das ações mais intensas da campanha, ativistas se acorrentaram na entrada do evento APAS Show, permanecendo resistindo por sete horas consecutivas para garantir que a denúncia contra o confinamento animal não fosse ignorada pelos grandes players do setor alimentício.

- Agressões no Eat Innovation: Durante um protesto pacífico em frente ao evento Eat Innovation, ativistas que expunham a falta de compromisso da McCain voltaram a ser alvos de violência, sofrendo agressões físicas e verbais enquanto exerciam seu direito de manifestação.
- Hostilidade na Avenida Faria Lima: Os ativistas que mantêm presença frequente em eventos da marca e em frente à sede da McCain, na Avenida Faria Lima, em São Paulo/SP, enfrentam constantes ameaças e atitudes violentas por parte de populares, além de lidarem com recorrentes reclamações de vizinhos da região durante as ações.

Para assistir aos vídeos dos episódios relatados acima, clique aqui.
Mesmo diante de todos os riscos, da hostilidade e da falta de um posicionamento da McCain, a Animal Equality e seus ativistas seguem firmes em defesa dos animais.
Essa campanha não precisa continuar indefinidamente e apenas a McCain tem o poder de encerrá-la. Para isso, a McCain deve publicar um plano de ação concreto para banir definitivamente os ovos de gaiolas da Forno de Minas. Até que isso aconteça, a campanha continuará.
