O FESTIVAL DE CARNE DE CACHORRO ESTÁ SENDO CELEBRADO NOVAMENTE EM YULIN

Apesar da rejeição internacional e de o governo chinês ter removido cachorros da lista de animais de produção, o Festival de Yulin que começou ontem, 21 de junho, continua promovendo o consumo maciço de carne de cachorro e gato.

Um vídeo da Humane Society mostra fileiras de carcaças de cães dispostos em mesas e filhotes vivos sendo vendidos em um mercado fora de Yulin. Todas essas ações filmadas em flagrante violam o decreto do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China que reclassificou os cães como animais de estimação, e não de consumo.

A maioria desses animais é obtida ilegalmente; eles são capturados em suas casas ou nas ruas e depois transportados em condições horríveis para Yulin. São obrigados a viajar milhares de quilômetros amontoados em gaiolas, sem água e comida. Muitos já estão doentes ou morrendo no momento em que são abatidos.

Embora a medida tomada pelo governo chinês – que também se estenda aos gatos – não signifique uma proibição total do consumo de carne de cachorro, a distinção proíbe a venda de cães vivos e carne de cachorro como alimento e, além disso, faz com que seja ilegal a venda de carne desses animais em restaurantes, mercados e matadouros. As cidades de Shenzhen e Zhuhai proibiram expressamente o consumo de carne de gato e cachorro.

O Festival de Yulin, que a cada ano capta a atenção do mundo, este ano é acompanhado ainda mais de perto, por ocorrer em meio à pandemia e devido à sua sua conexão com os mercados de animais vivos na China, onde os cientistas acreditam que Covid19 se originou.

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