IMAGINE TER 50 MIL COMPANHEIROS DE QUARTO

E se eu lhe dissesse que, pelo resto da sua vida, você será forçado a viver em um vagão de metrô lotado de gente. Vocês foram submetidos a uma manipulação genética que os deixa a cada dia maiores, ficando ainda mais difícil se mover ao redor do vagão. O fedor de dejetos humanos queima seus olhos e sua garganta. Você recebe comida, mas é a mesma refeição todos os dias, e a cada dia fica mais difícil de alcançá-la por causa da multidão que está crescendo cada vez mais. Seu corpo dói, e seu coração e pulmões parecem que vão falhar a qualquer minuto. As pessoas estão adoecendo e caindo mortas ao seu redor, pois não há médicos em seu vagão. Além de tudo isso, está escuro e você não tem ideia de quanto tempo ficará lá ou o que virá a seguir. Mesmo com tudo isso, sua vida ainda seria melhor do que a vida de um frango criado para consumo de sua carne.

SEM ESPAÇO PARA SE MOVER: Hoje em dia, os frangos criados para carne são aglomerados a dezenas de milhares em galpões gigantes, mal iluminados e com grande acúmulo de fezes e urina. Essa falta de espaço adequado leva a uma série de questões de bem-estar, ao limitar a capacidade dos frangos de se movimentar livremente e manifestar comportamentos naturais. A superlotação e a grande quantidade de fezes e urina tornam quase impossível manter a boa qualidade do ar e da “cama” (substrato que cobre o piso). Estresse severo, bicadas entre os animais e até canibalismo são consequências para alguns que vivem dessa maneira.

AMBIENTE FÉRTIL PARA DOENÇAS: A superlotação leva a outros problemas, como aumento da ocorrência de doenças de pele e outras infecções. Um estudo publicado na Poultry Science mostrou que a aglomeração das aves diminui o consumo de ração e prejudica a saúde desses animais. Esse efeito negativo está provavelmente associado à diminuição da função da barreira intestinal, ou seja, a barreira que impede a passagem de substâncias estranhas nocivas.¹

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