O QUE UM INVESTIGADOR REVELOU SOBRE O ÚLTIMO DIA DA VIDA DE UM FRANGO

Você está sentado no chão sujo e cheio de amônia com dezenas de milhares de outras pessoas ao seu redor. Uma porta se abre. Um homem entra e você tenta sair correndo do caminho dele, mas o seu corpo está fraco, as suas pernas doem muito e já não conseguem mais sustentar o peso do seu próprio corpo, por causa da seleção genética que fizeram para você e sua família crescerem muito mais rápido do que o normal. De repente, você sente uma mão agarrar o seu pescoço com força, enquanto o mesmo acontece com vários outros. Uns também são arrastados pelos braços e outros pelas pernas. Alguns de seus amigos e familiares ficam tão apavorados que não aguentam e infartam. Se você sobreviveu até agora – muitos não sobrevivem – você provavelmente está sofrendo de problemas respiratórios devido ao seu crescimento corporal anormal e às condições nojentas em que foi forçado a viver. Uma brisa fresca passa por você e então você percebe que esta é a primeira vez que você sai desde que chegou semanas antes. Mal você sabe que este é o começo do fim.

UMA JORNADA ASSUSTADORA

Como se a vida deles não fosse torturante o suficiente, o fim é ainda pior. Depois de colocados dentro de caixas com várias outras aves, essas centenas de caixas são colocadas em caminhões sem comida e água. Por causa da manipulação brusca dos trabalhadores, muitos frangos têm as suas asas quebradas e outros ferimentos. Agora, esses animais enfrentarão uma viagem que pode durar até 12 horas sem proteção contra condições climáticas extremas. Em 2018, por exemplo, mais de 34 mil frangos morreram congelados em um acidente enquanto eram mantidos em um caminhão durante a noite em frente a um matadouro.

MANIPULADOS SEM CUIDADO

Os frangos que sobreviverem a esta difícil jornada são arrancados das caixas e colocados de cabeça para baixo, onde suas pernas são encaixadas em um tipo de gancho, muitas vezes tendo seus ossos quebrados no processo.

Um investigador secreto trabalhando para Compassion Over Killing nos EUA relembrou seus primeiros 30 minutos em um matadouro:

“A velocidade parecia ser o principal objetivo, uma vez que o nosso dia de trabalho terminava assim que a cota era atingida, então os trabalhadores pegavam os frangos o mais rápido possível da esteira, muitas vezes pegando-os pela asa, pela perna ou pelos seus pescoços. Muitas vezes, eles forçavam os frangos com tanta força nos ganchos que me surpreendia que as pernas das aves não fossem arrancadas. Embora os animais devam ser pendurados de cabeça para baixo por ambas as pernas nos ganchos de metal, às vezes os frangos são pendurados por apenas uma perna.

Quase todos os frangos respondiam com gritos e reações físicas violentas desde o momento em que eram agarrados pelos trabalhadores. O grito das aves e o bater frenético de suas asas eram tão altos que era preciso gritar para o trabalhador ao seu lado, parado a menos de meio metro de distância, para que ele pudesse ouvi-lo.”

AINDA CONSCIENTES

Uma vez nos ganchos, os frangos passam de cabeça para baixo por uma água eletrificada para paralisá-los, mas nem todos ficam inconscientes. Isso significa que os frangos podem sentir dor, pois estão completamente conscientes quando suas gargantas são cortadas.

MOMENTOS FINAIS

Depois de passarem pela lâmina automática que corta sua garganta, o sangue escorre das aves moribundas. Nesse momento, alguns frangos ainda lutam por suas vidas, pois quando são pendurados incorretamente, eles conseguem “escapar” da lâmina. Então, o “matador reserva” é responsável por cortar suas gargantas, mas mesmo assim alguns animais ainda passam despercebidos e esses serão os que terão a morte mais cruel de todas. De acordo com os registros do USDA, a cada ano, milhões de frangos que ainda estão vivos e conscientes são jogados em tanques de água escaldante e são fervidos vivos, devido a essas inúmeras falhas para insensibilizar e abater o animal antes de chegar nesse processo que é realizado para remover as penas dos frangos.

O QUE ESTAMOS FAZENDO

A Animal Equality está trabalhando em todo o mundo para mudar este terrível destino dos frangos. Não estamos apenas educando o público por meio de iniciativas educacionais e investigações sobre o que ocorre dentro dos matadouros, mas também estamos trabalhando com empresas para melhorar seus padrões atuais de bem-estar animal.

O QUE VOCÊ PODE FAZER

A melhor maneira de evitar que os animais tenham esse destino é tirando eles do seu prato. Confira algumas das nossas refeições preferidas no LoveVeg e comece a mudar o mundo hoje!

A Animal Equality é uma organização internacional que se dedica a defender animais explorados para consumo por meio de campanhas, advocacy, relações corporativas e investigações. 

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