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Os 7 maiores problemas nas fazendas de leite


O Brasil tem o maior rebanho comercial de bovinos do mundo, com cerca de 222 milhões de bois e vacas. Isso equivale a um quinto do rebanho mundial. O Brasil também é o maior exportador de carne bovina do mundo e está entre os 10 maiores produtores de leite. Para atender a essa enorme demanda por leite e carne, os bois e as vacas em nosso país passam por intenso sofrimento. Hoje vamos revelar os maiores problemas que os animais enfrentam na indústria do leite.  

 

1- As vacas passam fome nas fazendas 

A alimentação inadequada ou insuficiente do rebanho, especialmente nas pequenas e médias propriedades, foi considerado o problema mais importante da pecuária leiteira brasileira por técnicos e pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Os animais literalmente passam fome. 

É complicado entender isso, já que para obter uma boa produção de leite e, consequentemente, ter bons ganhos financeiros, a alimentação adequada é fundamental. O que acontece é que a maioria das fazendas leiteiras do Brasil não são tecnificadas, ou seja, os produtores não têm conhecimento mínimo sobre bem-estar animal, não têm suporte de um médico veterinário e não dão outras assistências básicas aos animais, inclusive alimentação em quantidade e qualidade adequada. A Embrapa também relata que em muitas dessas fazendas os animais ainda bebem água em córregos ou em buracos cheios de lama. Isso traz prejuízos diretos para a saúde e o bem-estar dos animais. 

2- A dolorosa retirada dos chifres

Existem diversas técnicas para a retirada do chifre ou do botão (parece um nódulo debaixo da pele do animal) que dará origem ao chifre, porém, todas as técnicas causam uma dor muito forte, pois todas elas provocam uma lesão de alta intensidade na cabeça do animal. 

Esse procedimento gera dor que pode perdurar por muitos dias. Por isso, minimamente práticas para redução da dor, como uso de analgésicos e anti-inflamatórios deveriam ser adotadas a fim de garantir o bem-estar dos animais. Mas o que se vê na prática é o não uso desses medicamentos, afinal, como já foi destacado, muitas propriedades não tem nem sequer alimentação adequada, assim, a retirada do chifre é feita de forma rudimentar, muitas vezes por uma pessoa que não é capacitada para realizar o procedimento e, obviamente, nenhum dinheiro é investido em medicamentos para poupar os animais do sofrimento extremo, e, é claro, economizar o dinheiro do pecuarista.

3- Muitas queimaduras pelo corpo

Outra prática muito comum é a identificação dos animais por meio de marcação com ferro quente na própria pele dos animais. Este procedimento é muito doloroso, porém, é a identificação mais barata, por isso é amplamente utilizada. Além de dolorosa no momento da aplicação, essa marcação pode gerar problemas inflamatórios e infecciosos e deixar os animais sentindo dor por muitas semanas. 

Essa prática além de ser usada para diversas finalidades na propriedade, ela também é uma exigência de órgãos oficiais de fiscalização para confirmar que o animal foi vacinado ou é positivo para determinada doença, por exemplo, fêmeas vacinadas para brucelose precisam ter uma marcação, no lado esquerdo da face, com a letra V e o algarismo final do ano de vacinação, para comprovar que o animal foi realmente vacinado. Mas de fato isso não garante a vacinação, pois muitos fazendeiros compram a vacina (para terem em mãos a nota fiscal para mostrar ao governo), marcam a face das fêmeas e jogam a vacina fora ao invés de aplicá-las, um risco para a saúde do animal e para saúde humana, pois a brucelose é uma zoonose, ou seja, doença que é transmitida entre animais e humanos. 

Algumas vacas chegam a ter dez marcas de queimaduras pelo corpo, pois o que vem acontecendo nas fazendas é a utilização da pele do animal como um livro de registros, onde os fazendeiros marcam datas de partos e outras informações que deveriam ser registradas em um caderno ou no computador, mas jamais no corpo do animal por meio de um procedimento doloroso. 

4- Separação precoce das vacas e seus filhotes

Na natureza, uma vaca alimenta o bezerro durante meses, o desmame é gradual, e os bezerros formam fortes laços com sua mãe e com outras vacas e bezerros do rebanho. Esses laços familiares e de amizade podem durar anos quando estão na natureza. A vaca amamenta o seu filhote até que o bezerro seja desmamado gradualmente com aproximadamente 6-8 meses.  

Em contraste, a maioria das fazendas leiteiras separa a vaca de seu filhote dentro de poucas horas após o nascimento. Em seguida, os bezerros são alimentados com um tipo de leite de qualidade inferior (contaminado, diluído em água, etc) por meio de um balde ou mamadeira, até começarem a ingerir outros tipos de alimentos (ração e pastagem). Ao retirar os filhotes imediatamente da vaca, o consumo de leite que na natureza seria completamente destinado ao bezerro, agora será destinado a venda para consumo humano. 

A quebra prematura da ligação materna entre uma vaca e seu filhote desencadeia uma forte resposta comportamental e a ciência mostra que a vaca e o bezerro passam por enorme sofrimento nos dias seguintes após a separação e isso provoca prejuízos na saúde e bem-estar de ambos

As bezerras continuam na fazenda, pois elas se tornarão as futuras produtoras de leite. E os machos são mortos logo após o nascimento, por não terem utilidade para essa indústria. 

5- Morte cruel dos bezerros machos

O bezerro macho de raça leiteira é descartado por ter baixo valor econômico, visto que os machos não produzem leite e ao mesmo tempo não possuem um bom desempenho na indústria da carne, ou seja, não crescem na mesma velocidade esperada pela indústria da carne. Grande proporção desses bezerros são sacrificados com poucos dias de vida, na maior parte dos casos pelos próprios produtores de leite, sendo que a maioria dos produtores sacrifica o bezerro via traumatismo craniano e, para isso, fazem uso de marreta, enxada, pedaço de madeira ou pedras para atingir a cabeça do bezerro com o intuito de provocar sua morte. Uma dissertação publicada no ano passado revela que entre os produtores brasileiros entrevistados, nenhum produtor declarou usar métodos para reduzir a dor e evitar o sofrimento do bezerro durante o sacrifício. Isso mostra que além de sofrer uma morte prematura, com poucas horas ou dias de vida, esses animais também são brutalmente mortos por métodos cruéis. 

6- Abate de vacas gestantes

O abate de vacas gestantes possui dois grandes problemas do ponto de vista do bem-estar animal: o transporte até o matadouro e a morte do feto (bezerro) em fase de gestação avançada sem que este sofra ou sinta algum tipo de desconforto no momento do abate. 

O transporte é considerado um grande desafio do bem-estar animal, por ser uma etapa extremamente estressante na vida dos animais criados para consumo humano. Esta etapa é ainda mais prejudicial para animais gestantes. No caso de vacas prenhes o peso do útero e do feto podem chegar a até 75 quilos e volume de 60 litros. Vacas no terço final da gestação correm maior risco de problemas de saúde e bem-estar durante e após o transporte. Elas são mais suscetíveis ao aborto ou parto prematuro, estresse por calor, desidratação, lesões e doenças metabólicas. Desta forma, órgãos internacionais como Organização Mundial da Saúde Animal – OIE  em seu Código Sanitário de Animais Terrestres e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO em suas Diretrizes para Manuseio, Transporte e Abate Humanitário de Gado consideram fêmeas no final da gestação como animais inaptos a viajarem, pois podem sofrer de exaustão e não  ter seu bem-estar assegurado durante a viagem. 

Apesar de médicos veterinários e especialistas em bem-estar animal considerarem o transporte de vacas gestantes no terço final da gestação como maus-tratos, um crime federal com previsão de pena de prisão e multa, o abate de vacas prenhes vem aumentando nos últimos anos no Brasil. Isso significa que mesmo prestes a parir, essas vacas são transportadas e mortas com seus bezerros no ventre, o que representa um segundo problema de bem-estar animal, pois os bezerros não são insensibilizados (método que evita a dor e sofrimento durante a morte) e podem sofrer no momento do abate, mesmo ainda estando dentro da barriga de seus mães. Apenas as vacas são insensibilizadas, mas a seguir veremos que mesmo nos abatedouros fiscalizados, essa insensibilização pode ser falha. 

Quer entender mais sobre esse problema? Assista ao nosso vídeo e assine nossa petição pedindo o fim do abate de vacas gestantes! 

7- Abate clandestino

O final da vida de uma vaca sempre será no matadouro e metade das vacas vão passar por uma morte assustadoramente cruel, pois especialistas do setor estimam que até 50% da carne bovina consumida no Brasil venha de matadouros clandestinos. Ou seja, de lugares que não possuem estrutura e equipamentos para realizar o abate, não tem a fiscalização de um médico veterinário e por isso o ambiente não segue padrões higiênico-sanitários e não respeita os princípios mais básicos do bem-estar animal, levando os animais ao extremo sofrimento e gerando um risco para a saúde da população que consome essa carne. 

Mas não são apenas os animais abatidos nesses abatedouros clandestinos que estão expostos a crueldade e falhas de bem-estar animal. Em 2012, uma detalhada auditoria, realizada pelo Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura (MAPA), apontou para um índice de inconformidade de 9,6% no segmento de matadouros sujeitos à inspeção federal. Já em uma pesquisa realizada pela ONG Amigos da Terra, direcionada a frigoríficos com inspeção municipal e estadual (reconhecidos por serem menos rigorosos que a inspeção federal), mostra uma situação de inconformidade sistemática, atingindo aproximadamente 80% dos frigoríficos. Isso significa que mesmo a carne que tem um selo de inspeção não garante o abate humanitário e nem a qualidade sanitária do produto. 

Quer saber como ajudar as vacas da indústria do leite?

A melhor forma de ajudar os animais é os deixando fora do seu prato. Reduza ou elimine o consumo de leite e derivados, escolhendo uma dieta mais compassiva com os animais.

Outra forma de ajudar é fazendo uma doação para que nossos investigadores secretos continuem revelando as crueldades que essa indústria tenta esconder. Nosso time de advocacy também trabalha com o poder público para melhorar a vida desses animais, um bom exemplo foi o projeto de lei 355 / 2021 que a Animal Equality esteve envolvida, juntamente com outras organizações de proteção animal, apoiando a iniciativa da ONG Sinergia Animal para proibir o sacrifício de bezerros machos. Nos ajude a continuar lutando pelos animais! 

Juntos podemos criar um mundo onde todos os animais sejam respeitados. Por favor, compartilhe esse texto para que mais pessoas saibam os horrores que a indústria do leite comete contra os animais. 


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