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A Caminho de Proibir o Descarte de Filhotes da Indústria


Hoje queremos compartilhar uma excelente notícia: estamos a caminho de proibir o descarte de pintinhos e bezerros machos no Estado de São Paulo. No dia 12 de maio, a Animal Equality Brasil organizou uma audiência pública na Alesp. Estavam presentes 8 organizações de proteção animal (Animal Equality, Alianima, Conecta, Fórum Animal de Defesa e Proteção Animal, Mercy for Animals, Os Animais Importam, Sinergia Animal e a World Animal Protection), além da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados de São Paulo e cerca de 70 ativistas de proteção animal que pediram o fim destas práticas. 

O evento teve como objetivo pedir aos Deputados Estaduais de São Paulo a aprovação dos projetos de lei 256 de 2021, que visa proibir o descarte de pintinhos machos na indústria de ovos, e o PL 355 de 2021, que visa proibir o descarte de bezerros machos na indústria de leite. Estas são duas práticas muito bem escondidas pela indústria de ovos e de leite, mas que não podem e não devem continuar, pois além de serem cruéis, já existem soluções para evitar o nascimento dos machos que são considerados descarte. . 

Por que matam os pintinhos machos? 

Na avicultura de postura, os animais são “produzidos” em escala industrial por meio de incubação artificial, que dura um período de 21 dias. Ao nascer, as fêmeas, ou pintainhas, são separadas para serem vendidas para granjas de produção de ovos onde passarão toda sua vida presas em gaiolas e terão um espaço menor do que uma folha de A4 para se movimentar. Os machos, porém, não possuem valor para a indústria, pois eles não põem ovos. Ao mesmo tempo, a linhagem genética desses animais não é considerada adequada para a indústria de frangos de corte. Por este motivo, estes animais são separados e sacrificados no primeiro dia de vida.

O descarte – termo usado pela indústria para se referir ao sacrifício desses animais – pode ocorrer de duas formas: a trituração ou a asfixia com gás. No Brasil, o método mais utilizado é a trituração e, apesar do que afirmam representantes da indústria (veja nesta reportagem da BBC), que alegam que este é um método humanitário, os pintinhos machos sofrem muito antes de perderem suas vidas. Após a eclosão dos ovos, eles são manejados de forma abrupta e entram em esteiras nas quais o destino final é a morte. 

Embora possuam menos de 1 dia de vida, estes animais são plenamente capazes de sentir medo,  angústia e dor, e por isso sofrem intensamente durante todo o trajeto até as máquinas trituradoras. 

Um estudo realizado na Europa  demonstrou que é comum que o sofrimento desses animais seja prolongado,  pois se os funcionários colocarem muitos pintinhos de uma vez nas maquinas para serem triturados,  as lâminas das máquinas perdem o fio e os animais não morrem de forma instantânea, mas permanecem conscientes por muito mais tempo.

Depois de mortos, o que resta da morte desses animais é uma massa amorfa de carne, penas e sangue, que é descartada no meio ambiente gerando um tremendo impacto ambiental.  Estima-se que cerca de 4.331 de  toneladas de resíduos da indústria de avicultura de postura tenham como destino final os aterros sanitários, gerando um grande problema ambiental. 

A sexagem dentro do ovo é a única tecnologia capaz de evitar o sofrimento destes animais. Por meio de testes que são realizados até o 6º dia de incubação – período dentro do qual existe um consenso entre os especialistas de que o embrião ainda não é capaz de sentir dor – os ovos que geram machos deixam de ser incubados e, portanto, os animais não nascem, e assim, deixam de ser submetidos à cruel prática da trituração. A sexagem dentro do ovo é a tecnologia proposta no PL 256 de 2021. Se aprovado, este PL poderá impactar 84 milhões de animais por ano. 

Por que os bezerros machos são sacrificados?

Na indústria de leite o descarte dos machos também é uma prática comum, uma vez que estes animais não produzem leite, e portanto, não geram lucro para os produtores. Por não possuírem a mesma linhagem genética dos bezerros criados para a produção de carne, estes animais também possuem um triste destino logo após o nascimento. As formas de descarte de bezerros machos  mais comuns são o traumatismo craniano por marretada, paulada ou até pedrada na cabeça do animal.  

Atualmente também  é possível evitar essa prática cruel por meio da utilização de sêmem sexado. As vacas que geram novos bezerros podem ser inseminadas com o sêmem que tem maior probabilidade de gerar uma fêmeas. Esta tecnologia está disponível no mercado, mas ainda não é amplamente utilizada pelos produtores que alegam que ela é mais cara do que o sêmem comum. Como se pode ver, o lucro vem sempre em primeiro lugar.  O PL 355 de 2021 visa a proibição desta prática no estado de São Paulo e se for aprovado poderá impactar milhões de animais, principalmente se outros estados brasileiros se inspirarem nesse projeto. 

O que fazer para apoiar a aprovação destes projetos de lei?

Como você pode perceber, estas são práticas cruéis que são guardadas a sete-chaves pela indústria de ovos e de leite. Por isso, a primeira coisa que você pode fazer é compartilhar este conteúdo com os seus amigos e familiares para que eles saibam que isto está acontecendo. Muitas pessoas consomem ovos, leite e derivados acreditando ingenuamente que estes alimentos são produzidos sem sofrimento animal. Elas precisam saber da verdade, pois milhões de animais são descartados de modo cruel para a produção destes alimentos. Por esse motivo, nós sempre recomendamos uma alimentação à base de vegetais, pois é o único tipo de alimentação verdadeiramente compassiva, que não envolve nenhum tipo de sofrimento animal.  Quanto mais pessoas estiverem conscientes do sofrimento desses animais e optarem por alimentos vegetais, mais animais serão poupados do sofrimento . 

Veja aqui a investigação secreta realizada pela Animal Equality do Reino Unido em parceria com a BBC. 

Além disso, você também pode nos ajudar assinando nossa petição que pede o fim da trituração dos pintinhos machos pela indústria de ovos. Quanto mais pessoas assinarem, mais força teremos para pedir aos Deputados Estaduais que aprovem estes projetos. 

Por último, outra forma muito poderosa de ajudar é cobrar o apoio do/a Deputado/a Estadual que você elegeu a estes dois projetos. Os parlamentares estaduais, assim como qualquer outro cargo político elegível, representam a população e respondem aos seus eleitores, mas este poder só pode ser exercido se você, como eleitor, manifestar a sua vontade. Fazendo isto você estará contribuindo não apenas para acabar com o sofrimento destes animais, mas para a construção de uma sociedade muito mais compassiva. Entre em contato com o deputado que você ajudou a eleger e peça que se posicione contra o sofrimento destes animais. Os contatos de todos os Deputados são públicos e estão disponíveis no site da Alesp. 


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